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SILVEIRA, Joaquim Henriques Fradesso da

(n. Lisboa a 14 Abril 1825; m. Lisboa a 26 Abril 1875)

 

Era filho do cirurgião de divisão reformado António Henriques da Silveira. Sentou praça com dezasseis anos de idade em 1841 e seguiu o curso da armada com muita distinção. Logo que saiu guarda marinha passou para o exército, sendo promovido a alferes (1844), a tenente (1849), a capitão (1851) e a major (1873).

 

Foi Lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa aos dezanove anos de idade; Director do observatório meteorológico da mesma escola. Teve o título do Conselho de sua majestade, a Grã-cruz da Ordem de Cristo, a Comenda de S. Tiago; o grau de Cavaleiro da Ordem de Avis; a Grã-cruz da Ordem de Francisco José, da Áustria; a Comenda da ordem da Rosa, do Brasil, entre outras distinções. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, e de outras corporações literárias e científicas do país e do estrangeiro; fundador e presidente da Associação Promotora da Indústria Fabril, sócio honorário das Associações Comerciais de Lisboa e do Porto.

 

Desempenhou muitas e importantes comissões de serviço público, de entre elas a de chefe da antiga Repartição de Pesos e Medidas, a de membro do Conselho Geral das Alfândegas e do Conselho Geral do Comércio e Indústria, e a de comissário régio de Portugal na exposição de Viena de Áustria, em 1873.

 

Escreveu: Um infeliz africano ou os dois suicidios, romance composto por um jovén portuguez (Lisboa, 1841); As fabricas em Portugal. Inquerito de 1862 1863. Indagações relativas aos tecidos de lã (Lisboa, 1864); Conselho geral das alfandegas. Inquerito de 1862 1863. Indagações relativas aos tecidos de seda (Lisboa, 1864); Relatorio do serviço do observatorio do infante D. Luiz no anno meteorologico de 1863 1864 (Lisboa, 1864); Visitas á exposição de 1865. Segunda edição (Lisboa, 1866); Informações da inspecção geral dos pesos e medidas do reino. A fabrica de linhos de Torres Novas (Lisboa, 1863); Memoria sobre a industria de linho e algodão no districto administrativo de Beja em 1863 (Lisboa, 1863); As fabricas da Covilhã (Lisboa, 1863); Catalogo da exposição industrial de 1863 (Lisboa, 1863); Sessão real da distribuição dos premios em 19 de junho de 1864 (Lisboa, 1864); A liberdade do commercio e a protecção das industrias (Lisboa, 1862); As fabricas de papel; O governo, as reformas e a organisação da fazenda. Por um antigo deputado (Lisboa, 1869); A Sericicultura em Portugal (Lisboa, 1869); Os arrolamentos. Discursos proferidos na camara dos senhores deputados nas sessões de 25 e 26 de abril de 1870 (Lisboa, 1870); Noticia da exposição universal de Vienna de Austria em 1873 (Bruxellas, 1873).

 

Colaborou no Jornal do commercio, Gazeta do povo, Paiz, Diario de noticias e outros periódicos. Fundou a Gazeta das fabricas, revista patrocinada pela associação promotora da indústria fabril; o Diario mercantil, folha política e comercial de grande formato.

 

 

 

 

 

 

In Dicionário Bibliográfico Português. Estudos de Innocencio Francisco da Silva applicaveis a Portugal e ao Brasil. Continuados e ampliados por P. V. Brito Aranha. Revistos por Gomes de Brito e Álvaro Neves [CD-ROM]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858-1923. Vol. XII, pp. 68-71.

 

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XXVIII, pp. 914-915.

 

Publicado:

2007-10-21 19:20:08

   
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